Como a gestão de excedentes protege as margens do varejo e o que o seller deve fazer

Produtos em um armazém, simbolizando a gestão de estoque e a redução de desperdício no varejo.

No Brasil, o desperdício de alimentos atinge 46 milhões de toneladas anuais, resultando em perdas de R$ 61,3 bilhões, o equivalente a 3% do PIB, conforme dados do IBGE reportados pela Exame. Um modelo de comercialização de excedentes surge como estratégia para transformar esse desperdício em receita incremental e eficiência operacional, protegendo as margens do varejo e oferecendo lições valiosas para vendedores de marketplace.

Qual o impacto do desperdício de alimentos no varejo brasileiro?

O desperdício de alimentos no Brasil representa uma perda significativa para a economia e para o varejo, totalizando cerca de 46 milhões de toneladas por ano e um prejuízo de R$ 61,3 bilhões, o que corresponde a aproximadamente 3% do PIB, segundo o IBGE e a Exame. Essas perdas ocorrem em grande parte na própria cadeia de suprimentos, antes mesmo de os produtos chegarem ao consumidor final, impulsionadas por falhas na previsão de demanda, ruptura de estoque, validade de produtos e giro abaixo do esperado. Para vendedores de marketplace, especialmente aqueles que trabalham com produtos perecíveis ou com prazo de validade, esses números ressaltam a urgência de uma gestão de estoque eficiente para evitar perdas diretas na margem.

Como a comercialização de excedentes gera valor para o varejo?

A comercialização estruturada de excedentes é uma estratégia que permite a indústrias e supermercados transformar o que seria desperdício em receita incremental e ganhos de eficiência operacional. Um exemplo notável é o da Food To Save, que, conforme seu Relatório de Impacto de 2026, gerou R$ 31 milhões em receita adicional para centenas de empresas do varejo alimentar e evitou o descarte de mais de 3 mil toneladas de alimentos. Este modelo não só reduz custos operacionais, mas também melhora indicadores críticos como o giro de estoque, a quebra de produtos e o aproveitamento de itens próximos ao vencimento, alinhando eficiência operacional com a agenda ESG.

O que os vendedores de marketplace podem aprender com a gestão de excedentes?

Embora a notícia se concentre em alimentos, os princípios da gestão de excedentes são amplamente aplicáveis a vendedores de marketplace de qualquer segmento. A capacidade de transformar produtos com baixo giro ou próximos ao vencimento em receita, como os R$ 31 milhões gerados pela Food To Save, demonstra que perdas não são inevitáveis. Vendedores devem focar em aprimorar a previsão de demanda e a logística para evitar acúmulo de estoque. Ações como criar ofertas especiais para produtos com validade próxima ou com giro lento, ou explorar canais alternativos de venda, podem replicar os benefícios observados no varejo alimentar, protegendo as margens e otimizando o capital de giro.

Quais as vantagens de tratar o excedente como indicador estratégico?

Tratar o excedente não como uma consequência inevitável, mas como um indicador estratégico, permite que as empresas tomem decisões mais precisas sobre estoque, reposição e logística. Quando o desperdício é visto como uma perda direta de margem, cada decisão de compra e ajuste de estoque passa a ter um impacto direto na sustentabilidade e na rentabilidade da operação. Para o vendedor de marketplace, isso significa que monitorar de perto o estoque parado ou com baixa saída, e agir proativamente para movimentá-lo, pode ser a diferença entre prejuízo e lucro. A integração da gestão de excedentes à rotina diária, como destacado pela Exame, fortalece a margem e a eficiência, criando uma vantagem competitiva no mercado.

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Fonte: Exame

Perguntas Frequentes

O que significa o modelo de comercialização de excedentes?

É uma estratégia para transformar produtos que seriam descartados, como alimentos próximos ao vencimento ou com baixo giro, em receita. Em vez de gerar perdas, esses itens são vendidos, protegendo as margens e melhorando a eficiência operacional do varejo, conforme a Exame.

Qual o volume de desperdício de alimentos no Brasil?

O Brasil desperdiça cerca de 46 milhões de toneladas de alimentos por ano, o que representa um prejuízo de R$ 61,3 bilhões, ou aproximadamente 3% do PIB, segundo dados do IBGE, citados pela Exame. Grande parte ocorre na cadeia de suprimentos.

Como vendedores de marketplace podem aplicar esses conceitos?

Vendedores de marketplace podem aplicar os princípios da gestão de excedentes otimizando a previsão de demanda e logística. Isso inclui criar ofertas para produtos com baixo giro ou validade próxima, evitando acúmulo de estoque e transformando potenciais perdas em receita incremental, assim como o modelo de alimentos.

Quais os benefícios de gerenciar excedentes proativamente?

Gerenciar excedentes proativamente melhora o giro de estoque, reduz a quebra de produtos e aumenta o aproveitamento de itens. Isso resulta em redução de custos, aumento da receita incremental e proteção das margens, além de alinhar a operação com práticas de sustentabilidade (ESG), conforme a Exame.

Relri Stein

Relri Stein acredita que todo seller merece as mesmas ferramentas que os grandes players usam para escalar. Especialista em automação com pós-graduação na área, já ajudou sellers a ultrapassarem R$ 1 bilhão em vendas nos marketplaces através de estratégia e automação. Hoje, como Co-Fundador e CEO da SellSync, transforma essa experiência em tecnologia acessível para sellers que querem vender mais sem trabalhar mais.

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