IA no E-commerce: Magalu Automa Vídeos e IA Agêntica Transforma Vendas

Palestrantes discutindo inteligência artificial e e-commerce em um palco de evento.

A inteligência artificial (IA) está redefinindo a forma como o conteúdo é produzido, a jornada de compra e a operação das plataformas digitais. No Fórum E-Commerce Brasil 2026, foram apresentadas discussões cruciais sobre os efeitos dessa tecnologia na conversão do varejo, com destaque para a automação de vídeos no Magazine Luiza e o avanço da IA agêntica, que promete transformar a execução de tarefas e transações, conforme noticiado pelo E-Commerce Brasil.

Sua loja no marketplace pode estar prestes a passar por uma revolução impulsionada pela inteligência artificial, especialmente na forma como seus produtos são apresentados e vendidos. O avanço da IA está alterando a produção de conteúdo, a jornada de compra e a operação das plataformas digitais, impactando diretamente a conversão no varejo.

Como a IA está mudando a produção de vídeos de produtos?

A inteligência artificial está simplificando a criação de conteúdo visual, um fator decisivo para a decisão de compra. Segundo Daniel Bottas, CCO da 20DASH, 73% dos consumidores preferem vídeos curtos para compreender as características de um produto. Diante disso, o Magazine Luiza, que possui cerca de sete milhões de ofertas, passou a usar automação para ampliar a produção de vídeos nas páginas de seus produtos.

Maristela Mendonça Ramos, head de catálogo, inteligência de conteúdo e conversão do Magalu, afirmou que "o conteúdo em vídeo é a forma mais realista de demonstrar o que não temos fisicamente". A empresa, em parceria com a 20DASH, desenvolveu um fluxo que transforma imagens de catálogo em vídeos com locução e movimento, inclusive utilizando a influenciadora virtual Lu. É crucial, porém, que a automação mantenha a fidelidade ao produto. Stela Pagan, COO da 20DASH, ressaltou que "um vídeo de IA bonito é diferente de um vídeo feito para vender. O vídeo comercial é um contrato de venda e precisa ser 100% fiel".

Para você, vendedor parceiro, o Magalu apresentou uma ferramenta que permite revisar os materiais gerados pela IA. Com ela, você pode ajustar detalhes da demonstração, editar o roteiro e aprovar o resultado final. Essa descentralização, conforme Maristela, reduz a necessidade de uma equipe central e permite que você faça alterações com base nas características específicas do seu catálogo.

O que é IA agêntica e como ela impacta a jornada de compra?

A IA agêntica é a próxima fronteira da inteligência artificial, que vai além de apenas gerar respostas, permitindo que sistemas executem tarefas e concluam etapas de uma transação de forma autônoma. Ronaldo Lemos, advogado, professor e especialista em tecnologia do ITS Rio, destacou que o mercado avança para ferramentas capazes de realizar ações completas.

Lemos citou uma frase de Sam Altman: "a IA é a nova eletricidade", indicando que a tecnologia se tornará uma infraestrutura essencial para os negócios. A redução dos custos de processamento é um fator que favorece a adoção dessas ferramentas. Um exemplo prático é o Rufus, assistente de compras da Amazon, utilizado por 250 milhões de clientes, que ajuda a guiar a jornada de compra. O avanço da IA agêntica exige que você, como vendedor, revise seus processos, a integração de sistemas e as formas de supervisão das tarefas automatizadas para garantir a eficiência e a precisão.

O que o vendedor de marketplace deve fazer agora?

Diante dessas transformações, sua operação no marketplace precisa se adaptar para aproveitar as oportunidades da IA:

* Invista em vídeos de produtos: Com 73% dos consumidores preferindo vídeos curtos, priorize a criação de conteúdo audiovisual para suas ofertas. Explore ferramentas de automação, como as usadas pelo Magalu, para escalar essa produção.
* Garanta a fidelidade do conteúdo: Se usar IA para gerar vídeos ou descrições, revise-os com atenção. Lembre-se que o vídeo comercial é um "contrato de venda" e precisa ser 100% fiel às características reais do produto para evitar problemas e devoluções.
* Prepare-se para a IA agêntica: A ascensão de assistentes como o Rufus da Amazon indica que os consumidores interagirão cada vez mais com sistemas autônomos. Comece a pensar em como seus processos de venda e atendimento podem ser otimizados ou integrados com essas IAs, revisando a integração de sistemas e a supervisão das tarefas automatizadas.
* Explore ferramentas de revisão: Se sua plataforma oferecer, utilize soluções que permitam revisar e ajustar materiais gerados por IA, como a ferramenta que o Magalu disponibiliza aos lojistas parceiros. Isso garante que o conteúdo reflita com precisão seu catálogo e sua marca.

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Fonte: E-Commerce Brasil

Perguntas Frequentes

Como a IA está impactando a produção de conteúdo para produtos?

A IA está automatizando a criação de vídeos e outros conteúdos visuais, como visto no Magalu, que transforma imagens de catálogo em vídeos com locução. Isso ajuda a atender a preferência de 73% dos consumidores por vídeos curtos, mas exige atenção à fidelidade do conteúdo para evitar erros de representação.

O que é IA agêntica e qual seu papel no e-commerce?

IA agêntica refere-se a sistemas que podem executar tarefas e concluir etapas de uma transação de forma autônoma, indo além da simples geração de respostas. No e-commerce, isso significa assistentes de compras como o Rufus da Amazon, que guiam o consumidor, exigindo que vendedores revisem processos e integração de sistemas.

O que os vendedores de marketplace devem fazer para se adaptar à IA?

Vendedores devem investir em vídeos de produtos, garantindo que o conteúdo gerado por IA seja 100% fiel às características do produto. É crucial também se preparar para a IA agêntica, revisando processos e sistemas para integrar e supervisionar tarefas automatizadas, além de explorar ferramentas de revisão de conteúdo oferecidas pelas plataformas.

Relri Stein

Relri Stein acredita que todo seller merece as mesmas ferramentas que os grandes players usam para escalar. Especialista em automação com pós-graduação na área, já ajudou sellers a ultrapassarem R$ 1 bilhão em vendas nos marketplaces através de estratégia e automação. Hoje, como Co-Fundador e CEO da SellSync, transforma essa experiência em tecnologia acessível para sellers que querem vender mais sem trabalhar mais.

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