Influenciadores e Redes Sociais: 76% dos Consumidores Compram por Recomendação, Revela Estudo

Pessoa navegando em redes sociais no celular, com produtos e ícones de e-commerce flutuando ao redor.

Suas vendas no marketplace são diretamente impactadas pelas recomendações de influenciadores. Um novo estudo do Comitê de Creator Economy do IAB Brasil, realizado pela Offerwise e divulgado pelo E-Commerce Brasil, revela que 76% dos consumidores brasileiros já compraram um produto após uma indicação nas redes sociais. Este dado, coletado entre 1.512 pessoas que acompanham criadores de conteúdo, destaca a importância crescente da economia de criadores para o e-commerce.

Sua loja pode estar perdendo vendas se não considerar a força dos influenciadores. A pesquisa "#Publi 2026: influência além dos seguidores" mostra que a maioria dos consumidores já foi levada à compra por uma recomendação nas redes sociais, com 76% dos entrevistados confirmando essa experiência, segundo o E-Commerce Brasil.

Qual o impacto dos influenciadores nas vendas online?

A influência dos criadores de conteúdo sobre as decisões de compra é significativa, especialmente em certos grupos demográficos. O estudo aponta que 80% das pessoas entre 25 e 34 anos, 79% das mulheres e 86% da classe A já compraram algo por indicação de um criador. Mesmo nas classes D e E, a taxa é de 63%, evidenciando um alcance amplo.

Além disso, a descoberta de produtos não se limita aos perfis que o consumidor já segue. Cerca de 69% dos entrevistados veem frequentemente conteúdos de perfis que não acompanham, por meio de áreas como "Para Você" e Reels. Seis em cada 10 afirmam já ter se interessado por um item indicado por um criador que não seguiam, e 38% mencionam criadores que aparecem no feed sem serem seguidos como um caminho para encontrar produtos novos, superando até mesmo criadores de grande alcance já seguidos (35%).

Para você, vendedor, isso significa que o alcance orgânico via algoritmos é uma oportunidade. Invista em criadores com bom engajamento e conteúdo relevante, mesmo que não sejam "celebridades", pois a descoberta via feed é forte e pode expor seus produtos a um público novo e interessado.

Como a relação com o criador e o tipo de conteúdo afetam a confiança?

A confiança é um fator crucial, e ela cresce quando há uma relação prévia com o criador. O estudo revela que 46% dos entrevistados dão notas nove ou 10 para indicações feitas por um criador que já seguem, enquanto esse percentual cai para 23% quando o conteúdo é de alguém recomendado pelo aplicativo e 21% para um criador totalmente desconhecido. O tamanho da audiência, por si só, tem um impacto menor na confiança, variando de 23% para nano e microcriadores a 29% para celebridades com mais de 5 milhões de seguidores.

Os atributos de "Confiável" (54%, alta de 10 pontos percentuais em relação a 2025) e "Autêntico" (44%, avanço de 11 pontos) são cada vez mais associados aos criadores. Por outro lado, a percepção de que o conteúdo parecia forçado ou excessivamente publicitário é o principal motivo para não comprar um produto recomendado (27%). Exageros sobre o que o produto entrega (25%) e falta de autenticidade ou transparência (20%) também afastam o consumidor.

Para aumentar a confiança em uma publicidade, 76% dos consumidores apontam a apresentação de detalhes reais do produto, incluindo possíveis defeitos. O cuidado na escolha das marcas e o conhecimento sobre o nicho aparecem com 73% cada. Priorize criadores que realmente usam e entendem seu produto, focando em depoimentos reais (38% de impacto) e vídeos integrados (36%), mostrando detalhes e até "defeitos" para construir confiança (76%).

Qual o papel dos diferentes portes de criadores e das redes sociais?

Entre os consumidores que já compraram após uma recomendação, os criadores de porte macro (entre 500 mil e 5 milhões de seguidores) foram apontados por 33% como os mais influentes nos seis meses anteriores à pesquisa. Micro e intermediários (10 mil a 500 mil seguidores) aparecem com 29%.

Criadores que mais influenciaram uma compra nos últimos 6 meses (entre 1.147 compradores)
Porte do Criador Percentual de Influência
Macro (500 mil a 5 milhões de seguidores) 33%
Micro e Intermediários (10 mil a 500 mil seguidores) 29%
Mega influenciadores e Celebridades (>5 milhões de seguidores) 18%
Nano criadores (até 10 mil seguidores) 11%
Não se recordam 8%

A satisfação com a compra também varia. 45% dos consumidores influenciados por mega criadores ou celebridades adoraram o produto e comprariam novamente, contra 36% dos macros, 34% dos nano e 30% dos micro e intermediários. Isso sugere que, embora criadores menores influenciem compras, os maiores podem gerar maior satisfação pós-compra.

Quanto às plataformas, o Instagram é a principal rede para acompanhar criadores (44%), seguido por YouTube (29%) e TikTok (20%). No entanto, entre 14 e 17 anos, o TikTok lidera com 43%, à frente do Instagram (31%). O Instagram concentra cerca de metade das preferências entre 18 e 34 anos, e o YouTube ganha espaço a partir dos 35 anos, chegando a 52% entre 40 e 49 anos. O formato de vídeos curtos, de até um minuto, é o mais consumido, com 60%.

Adapte sua estratégia de influenciadores à faixa etária do seu público-alvo, escolhendo as plataformas onde eles estão mais presentes, como TikTok para jovens (43%) ou YouTube para mais velhos (52% entre 40-49 anos). Além disso, priorize formatos de vídeos curtos (60% dos consumidores) e stories, que são os mais consumidos.

O que o vendedor de marketplace deve fazer agora?

Para capitalizar sobre a influência dos criadores, você, vendedor de marketplace, deve focar em estratégias autênticas e direcionadas. Primeiro, invista em parcerias com criadores de conteúdo que tenham um público engajado, mesmo que não sejam celebridades. O foco deve ser na autenticidade e na capacidade de gerar descoberta orgânica via algoritmos das redes sociais, já que 38% dos consumidores descobrem produtos por criadores que não seguem.

Em segundo lugar, priorize criadores que já têm uma relação genuína com seu nicho e que estejam dispostos a mostrar detalhes reais do produto, incluindo pontos fracos, para construir confiança com a audiência. Evite conteúdos que pareçam "forçados" ou excessivamente publicitários, pois 27% dos consumidores desistem da compra por essa razão, enquanto 76% valorizam a apresentação de detalhes reais.

Por fim, considere criadores de porte macro (33% de influência) e micro/intermediário (29% de influência), que são os mais influentes nas compras. Concentre-se em formatos de vídeo curtos (60% mais consumidos) e depoimentos de clientes satisfeitos (38% de impacto) para maximizar o engajamento e a conversão, adaptando a plataforma (Instagram, TikTok, YouTube) à demografia do seu público-alvo.

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Fonte: E-Commerce Brasil

Perguntas Frequentes

Qual a porcentagem de consumidores que compram por recomendação de influenciadores?

Um estudo do IAB Brasil e Offerwise, divulgado pelo E-Commerce Brasil, revela que 76% dos consumidores brasileiros já compraram um produto após ver uma recomendação de um criador de conteúdo nas redes sociais. Esse percentual chega a 86% na classe A e 80% entre pessoas de 25 a 34 anos.

A relação prévia com o criador é mais importante que o número de seguidores?

Sim, a pesquisa indica que a relação prévia com o criador pesa mais na confiança. 46% dos entrevistados confiam mais em indicações de criadores que já seguem, enquanto o tamanho da audiência isoladamente produz diferenças menores na confiança, variando de 23% a 29%.

Quais tipos de conteúdo patrocinado mais influenciam a decisão de compra?

Depoimentos de clientes satisfeitos são o tipo de conteúdo patrocinado de maior impacto, citados por 38%. Participações em eventos ou lançamentos e vídeos integrados naturalmente ao conteúdo aparecem em seguida, ambos com 36%. Unboxing foi mencionado por 34% dos participantes.

Quais redes sociais são mais relevantes para cada faixa etária?

O Instagram é a principal rede para acompanhar criadores no total da amostra (44%). No entanto, o TikTok lidera entre 14 e 17 anos (43%), enquanto o Instagram concentra cerca de metade das preferências entre 18 e 34 anos. A partir dos 35 anos, o YouTube ganha espaço, chegando a 52% entre 40 e 49 anos.

Relri Stein

Relri Stein acredita que todo seller merece as mesmas ferramentas que os grandes players usam para escalar. Especialista em automação com pós-graduação na área, já ajudou sellers a ultrapassarem R$ 1 bilhão em vendas nos marketplaces através de estratégia e automação. Hoje, como Co-Fundador e CEO da SellSync, transforma essa experiência em tecnologia acessível para sellers que querem vender mais sem trabalhar mais.

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