Anvisa libera venda de medicamentos em marketplaces como Shopee e Mercado Livre

Medicamentos em embalagens diversas com fundo digital e ícones de marketplaces

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) revogou a proibição de comercialização de medicamentos em plataformas de comércio eletrônico, como Shopee, Rappi Brasil, iFood, Mercado Livre e Americanas. Essa decisão, publicada no Diário Oficial da União em 10 de agosto de 2026, abre novas possibilidades para farmácias e drogarias licenciadas expandirem seus canais de venda, impactando diretamente a logística e a entrega de produtos farmacêuticos no e-commerce, segundo o Meio & Mensagem.

Sua operação de venda online pode ganhar um novo canal com a recente decisão da Anvisa. A agência revogou a proibição de comercialização de medicamentos em plataformas digitais, abrindo caminho para farmácias e drogarias licenciadas utilizarem marketplaces como Shopee, Rappi Brasil, iFood, Mercado Livre e Americanas para logística e entrega.

O que a Anvisa decidiu sobre a venda de medicamentos online?

A Anvisa liberou a comercialização de medicamentos em plataformas digitais, conforme retificação publicada no Diário Oficial da União em 10 de agosto de 2026, segundo o Meio & Mensagem. Essa decisão se baseia na lei n° 15.357, sancionada em março pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A lei permite que farmácias ou drogarias sejam instaladas em supermercados e que canais digitais e plataformas de comércio eletrônico sejam contratados para fins de logística e entrega ao consumidor. A revogação da proibição para a Shopee, por exemplo, foi anunciada em 6 de agosto.

Como a nova regra da Anvisa afeta seu negócio de marketplace?

Para vendedores que operam como farmácias ou drogarias devidamente licenciadas, a nova regra da Anvisa representa uma expansão significativa de possibilidades. Você agora pode considerar a diversificação dos seus canais de venda, utilizando a infraestrutura de grandes marketplaces para alcançar mais consumidores. Um exemplo dessa movimentação é a Assaí Farma, que abriu sua primeira unidade em São Paulo e projeta inaugurar 25 farmácias em suas lojas no estado até o final do ano. O Mercado Livre também já iniciou um piloto de venda de medicamentos em São Paulo, após adquirir a farmácia Cuidamos, conforme o Meio & Mensagem. É crucial, contudo, que a atuação dependa da presença obrigatória de um farmacêutico e do cumprimento de todas as regras vigentes para o setor.

O que o vendedor deve fazer para aproveitar a mudança?

Se você possui uma farmácia ou drogaria licenciada, o momento é de explorar parcerias com as plataformas digitais mencionadas, como Shopee e Mercado Livre. Avalie como a logística e a entrega desses marketplaces podem otimizar sua operação e expandir seu alcance. Para qualquer vendedor, é fundamental acompanhar as atualizações da Anvisa e garantir o cumprimento rigoroso de toda a regulamentação sanitária aplicável. A Shopee, por exemplo, já afirmou que a venda será permitida exclusivamente por farmácias e drogarias devidamente licenciadas, reforçando a importância da conformidade.

Quais são os desafios e as preocupações do setor?

Entidades que representam farmácias e drogarias, como a Abafarma e a Abcfarma, questionaram a Anvisa sobre a necessidade de uma disciplina normativa mais clara. Elas apontam que aspectos como a diferenciação entre divulgação, intermediação tecnológica, contratação, logística e comercialização ainda precisam de definição para evitar interpretações que possam descaracterizar o papel da farmácia licenciada ou comprometer a segurança sanitária, segundo o Meio & Mensagem. A Anvisa, em nota de 10 de agosto de 2026, ressaltou que a revogação não implica em autorização automática de comercialização. Isso significa que as plataformas e as farmácias parceiras ainda deverão seguir integralmente a regulamentação sanitária aplicável, mantendo a responsabilidade técnica do farmacêutico e o controle da cadeia de fornecimento.

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Fonte: Meioemensagem

Perguntas Frequentes

A Anvisa liberou a venda de medicamentos para qualquer vendedor?

Não, a Anvisa liberou a comercialização de medicamentos em plataformas digitais exclusivamente para farmácias e drogarias devidamente licenciadas. A decisão visa permitir o uso de marketplaces para fins de logística e entrega, não para que qualquer vendedor comercialize esses produtos.

Quais plataformas estão envolvidas na liberação da Anvisa?

A Anvisa revogou a proibição para plataformas como Shopee, Rappi Brasil, iFood, Mercado Livre e Americanas. Essas empresas agora podem ser utilizadas por farmácias e drogarias licenciadas para a logística e entrega de medicamentos, seguindo as regulamentações sanitárias.

O que a lei n° 15.357 permite?

A lei n° 15.357, sancionada em março, permite a instalação de farmácias ou drogarias em supermercados. Além disso, ela autoriza a contratação de canais digitais e plataformas de comércio eletrônico para auxiliar na logística e entrega de medicamentos ao consumidor final.

Quais são as preocupações do setor farmacêutico?

Entidades do setor, como Abafarma e Abcfarma, expressaram preocupações sobre a necessidade de uma disciplina normativa mais clara. Elas buscam definições precisas para evitar que a venda online comprometa a responsabilidade técnica do farmacêutico, a rastreabilidade e a segurança da dispensação de medicamentos.

Relri Stein

Relri Stein acredita que todo seller merece as mesmas ferramentas que os grandes players usam para escalar. Especialista em automação com pós-graduação na área, já ajudou sellers a ultrapassarem R$ 1 bilhão em vendas nos marketplaces através de estratégia e automação. Hoje, como Co-Fundador e CEO da SellSync, transforma essa experiência em tecnologia acessível para sellers que querem vender mais sem trabalhar mais.

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