A inteligência artificial (IA) está redefinindo o varejo e, consequentemente, o cenário para você, vendedor de marketplace. O Google, por exemplo, destinou US$ 205 bilhões em investimentos para a IA em 2026, segundo o E-Commerce Brasil. Essa aposta massiva da gigante da tecnologia, destacada por Gleidys Salvanha, Diretora de Negócios para o Varejo e Tecnologia do Google, no Fórum E-Commerce Brasil 2026, sinaliza uma mudança profunda na forma como os consumidores interagem com as marcas e produtos, exigindo que sua operação se adapte para ser 'amada pelos clientes e ao mesmo tempo capaz de entregar informações para a IA'.
Sua operação no marketplace está no centro de uma revolução impulsionada pela inteligência artificial. O Google vê a IA como um pilar fundamental para os negócios, com um investimento de US$ 205 bilhões em 2026, conforme Gleidys Salvanha, Diretora de Negócios para o Varejo e Tecnologia do Google, destacou no Fórum E-Commerce Brasil 2026. Essa mudança é crucial para o varejo, pois a IA está alterando o comportamento do consumidor e a forma como ele encontra e decide sobre produtos.
O que o Google destacou sobre IA no varejo?
O Google enfatiza que o objetivo das marcas no futuro será ser amadas pelos clientes e, ao mesmo tempo, capazes de entregar informações para a IA. A inteligência artificial, segundo Salvanha, alavanca o processo de identificar as necessidades dos consumidores, algo que antes não era possível com tanto contexto. Para você, vendedor, isso significa que entender profundamente as "dores" do seu cliente e garantir que seus produtos sejam a melhor solução, de forma que a IA também compreenda essa conexão, será um diferencial competitivo.
Como a IA já influencia a jornada de compra dos consumidores?
A IA já é uma parte significativa da decisão de compra de muitos brasileiros. Um estudo do Google, que monitorou 17 mil jornadas e 2.750 brasileiros, revelou que 57% dos consumidores já usaram IA em alguma etapa do processo de compra. Desse grupo, 44% utilizaram a IA para uma parte da compra, enquanto 13% a usaram para auxiliar na jornada completa, segundo o E-Commerce Brasil. Isso mostra que a IA não tira o poder de decisão do consumidor, mas facilita a busca por soluções e produtos.
O estudo também identificou quatro tipos de uso da IA na jornada de compra, variando conforme a complexidade da categoria:
* Modo Rotina: O consumidor já tem um hábito de compra e não precisa de uma decisão específica.
* Modo Curadoria: A IA personaliza as opções, facilitando a escolha.
* Modo Assistente: A IA oferece suporte com informações técnicas sobre produtos ou serviços.
* Modo Validação: A IA resume avaliações e legitima informações, o que é o degrau mais elevado de uso.
Para você, é vital entender em qual desses modos seus clientes podem estar usando a IA e como seus anúncios e informações de produto podem ser otimizados para cada um, garantindo que a IA apresente suas ofertas de forma eficaz.
Quais as inovações do Google com IA e o que é o Universal Commerce Protocol (UCP)?
O Google já está implementando inovações com IA para simplificar a vida do consumidor, como reservar restaurantes diretamente pelo buscador ou, nos EUA, usar a IA para ligar para lojas e verificar a disponibilidade de produtos. A grande novidade para os próximos meses é o Universal Commerce Protocol (UCP) (Protocolo de Comércio Universal), que unificará agentes de IA para descoberta, compra e suporte pós-venda. Isso permitirá que os clientes finalizem compras pelos aplicativos da Gemini ou pelo modo IA do buscador. Embora o UCP ainda não tenha chegado ao Brasil, é crucial que você, vendedor, comece a pensar em como sua loja e seus produtos se integrarão a um ecossistema onde a IA gerencia a jornada completa do cliente. Prepare-se para um futuro onde a IA pode ser o seu principal canal de vendas e atendimento.
O que significa ser uma marca "humana e algorítmica" para seu negócio?
Para Gleidys Salvanha, o segredo do sucesso é identificar como sua marca está respondendo às constantes mudanças geradas pela IA. O "jogo agora é humano e algorítmico", o que significa que a essência de marca que envolvia apenas personalidade e relacionamento já não é suficiente. Suas "marcas agênticas" precisam falar com o consumidor e, ao mesmo tempo, serem conectadas com máquinas e entendidas pelas IAs. Já as "marcas de legado" podem gerar amor profundo, mas carecem de características técnicas e clareza para se comunicar com a inteligência artificial. O objetivo é ser uma marca amada pelos clientes e que, simultaneamente, entrega informações claras e estruturadas para a IA. Isso implica em otimizar descrições de produtos, usar palavras-chave relevantes e garantir que os dados da sua loja sejam facilmente processados por algoritmos, sem perder a conexão humana com seu público.
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Fonte: E-Commerce Brasil
Perguntas Frequentes
Qual o principal investimento do Google em IA para o varejo?
O Google destinou US$ 205 bilhões para investimentos em inteligência artificial em 2026, conforme Gleidys Salvanha do Google. Esse valor demonstra a importância estratégica que a empresa atribui à IA para transformar o setor de varejo e a experiência do consumidor, impactando diretamente as operações de vendas online.
Como a IA impacta o comportamento do consumidor no marketplace?
A IA já influencia 57% dos consumidores brasileiros em suas compras, seja em parte ou na totalidade da jornada, segundo um estudo do Google. Ela facilita a descoberta de produtos e soluções, personaliza ofertas e fornece informações técnicas, exigindo que vendedores otimizem seus anúncios para serem compreendidos tanto por humanos quanto por algoritmos.
O que é o Universal Commerce Protocol (UCP) e como ele afeta os vendedores?
O Universal Commerce Protocol (UCP) é uma iniciativa do Google para unificar agentes de IA em todas as etapas da compra, desde a descoberta até o pós-venda. Ele permitirá finalizar compras via apps como Gemini ou no modo IA do buscador. Embora ainda não esteja no Brasil, o UCP indica um futuro onde a IA pode gerenciar a jornada completa do cliente, exigindo que os vendedores preparem suas operações para essa integração.
O que significa ser uma marca "humana e algorítmica"?
Ser uma marca "humana e algorítmica" significa que sua loja deve ser amada pelos clientes e, ao mesmo tempo, otimizada para ser compreendida pelas inteligências artificiais. Isso vai além do relacionamento tradicional, exigindo que as informações dos seus produtos sejam claras e estruturadas para algoritmos, garantindo visibilidade e relevância em um cenário de varejo impulsionado pela IA.