Varejo pressiona Congresso pela volta da taxa das blusinhas

Pessoa usando celular para compras online, com caixas de entrega ao fundo, simbolizando o e-commerce e importações.

O varejo brasileiro, representado por entidades como ABVTEX e IDV, está intensificando a pressão sobre o Congresso Nacional para reverter a decisão do governo Lula de zerar o Imposto de Importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50. A disputa envolve a MP 1.357 e tem prazo para votação até 8 de setembro, segundo a Exame.

Sua operação de vendas pode ser diretamente impactada pela pressão que o varejo nacional está exercendo sobre o Congresso para restabelecer a cobrança do Imposto de Importação sobre compras internacionais de até US$ 50. Entidades como a Associação Brasileira do Varejo Têxtil (ABVTEX) e o Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV) buscam reverter a decisão do governo Lula de zerar a alíquota de 20% sobre essas importações, que afetam plataformas como Shein e Aliexpress, conforme noticiado pela Exame.

O que o varejo está pedindo ao Congresso?

As principais entidades do varejo, ABVTEX e IDV, defendem que deputados e senadores revertam a decisão do governo Lula de zerar a alíquota de 20% do Imposto de Importação sobre compras de até US$ 50. A ABVTEX, em particular, defende que a Medida Provisória (MP) 1.357 perca a validade. O IDV argumenta que a alíquota anterior de 20% já era insuficiente para equilibrar a competição e defende a isonomia tributária, ou seja, que produtos nacionais na mesma faixa de preço recebam o mesmo tratamento fiscal.

A disputa pela MP 1.357 está centrada na comissão mista do Congresso que a analisará, com a definição do comando do colegiado prevista para 13 de agosto. O texto precisa ser votado até 8 de setembro para não perder a validade. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a medida terá duração até o fim do ano antes de ser reavaliada, segundo a Exame.

Qual o impacto da MP 1.357 nas compras internacionais?

A MP 1.357 zerou o Imposto de Importação de 20% para compras internacionais de até US$ 50, embora a cobrança de ICMS continue. Após o fim da cobrança federal, em junho, o número de encomendas de até US$ 50 avançou 40% em relação a maio e 74% na comparação com abril, segundo dados da Receita Federal analisados pelo BTG Pactual e publicados pela Exame.

Aumento das compras internacionais de até US$ 50 após zerar imposto (dados de junho, segundo a Exame)
Período Variação
Junho vs. Maio Aumento de 40%
Junho vs. Abril Aumento de 74%

As compras pelo Remessa Conforme movimentaram R$ 2,6 bilhões em junho, o maior valor da série, com 27,4 milhões de pacotes enviados ao país. O varejo usa esses dados para pressionar o Congresso, alegando impacto no emprego. A ABVTEX afirma que cerca de 3 mil postos de trabalho foram fechados no varejo em maio, atribuindo 97% dessas perdas aos segmentos mais expostos às plataformas internacionais. Em contraste, o IDV aponta que o varejo criou 107 mil empregos no primeiro ano de vigência da cobrança de 20%.

Impacto no emprego segundo entidades do varejo
Entidade Impacto
ABVTEX (Maio) 3 mil postos de trabalho fechados (97% em segmentos expostos)
IDV (1º ano da cobrança de 20%) 107 mil empregos criados

Como a pressão do varejo afeta seu negócio?

Se o Congresso ceder à pressão do varejo e restabelecer a taxa de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, a competitividade dos produtos importados de baixo valor pode diminuir. Isso pode criar um cenário mais favorável para os vendedores nacionais, que enfrentariam menos concorrência de itens mais baratos. Por outro lado, se a isenção for mantida, a concorrência com produtos importados continuará intensa, exigindo que você foque em estratégias de precificação, diferenciação e valor agregado para atrair clientes.

O que você deve fazer agora?

Monitore de perto a votação da MP 1.357 no Congresso, que precisa ser concluída até 8 de setembro, para entender o cenário tributário futuro. Com base no aumento de 40% nas importações de baixo valor em junho, avalie seus custos e preços para se manter competitivo, independentemente do resultado. Se você vende produtos similares aos importados de baixo valor, prepare-se para ajustar sua estratégia de precificação caso a taxa retorne, aproveitando a possível redução da concorrência. Se a taxa não retornar, foque em diferenciação, qualidade e agilidade na entrega para competir com o volume crescente de importações.

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Fonte: Exame

Perguntas Frequentes

O que é a "taxa das blusinhas"?

É o Imposto de Importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, que foi zerado pelo governo Lula e agora o varejo tenta reverter no Congresso.

Por que o varejo quer a volta da taxa?

Entidades como ABVTEX e IDV argumentam que a isenção cria uma concorrência desleal com os produtos fabricados no Brasil. Elas apontam riscos de perda de empregos e defendem a isonomia tributária para equilibrar o mercado.

Qual o prazo para a decisão no Congresso?

A Medida Provisória 1.357, que trata da isenção, está em análise no Congresso. Há uma disputa sobre o comando da comissão mista e o texto precisa ser votado até 8 de setembro para que a medida não perca sua validade.

Como a isenção impactou as compras?

Após o fim da cobrança federal, em junho, as compras internacionais de até US$ 50 tiveram um aumento significativo. Elas avançaram 40% em relação a maio e 74% comparado a abril, totalizando R$ 2,6 bilhões em pacotes.

Relri Stein

Relri Stein acredita que todo seller merece as mesmas ferramentas que os grandes players usam para escalar. Especialista em automação com pós-graduação na área, já ajudou sellers a ultrapassarem R$ 1 bilhão em vendas nos marketplaces através de estratégia e automação. Hoje, como Co-Fundador e CEO da SellSync, transforma essa experiência em tecnologia acessível para sellers que querem vender mais sem trabalhar mais.

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